segunda-feira

giordanobruno

Quando eu o conheci, foi como reencontrar um Amigo esquecido por centenas de anos.

Ali estava ele falando em altos brados o que ninguém ousava dizer,
dando vida ao universo, movimentando as estrelas ,em infinitos mundos de possibilidades infinitamente novas.
Mas os homens estavam surdos e mais que surdos, estavam velhos em um mundo velho ... e tinham tanto medo.
Medo?

Quanto te dizeram Giordano, cuidado!
Você deu de ombros.
Ah...
Mas o que seria ganhar a vida se a Vida só valia pela palavra.
Quanta teimosia!


Cala-te!

Não calou-se

Nenhum pedido de desculpas, nenhum voltar atrás. Nada!


Arrogante, dizeram alguns.
Prepotente dizeram outros

E era fácil caluniar àquela personalidade brilhante e em nada angelical!
Era fácil odiá-lo e impossível não amá-lo, Mas o ódio foi sempre mais forte. Por que ele não cedia a nada e a ninguém.

Nada de apascentar rebanhos...dizia...


E os homens velhos e medrosos então o condenaram
ou assim acreditaram
Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder.

Sob a luz da fogueira
infinitas estrelas brilharam nos seus olhos

e ele nasceu assim diante de mil sóis.





17/02/2009
Carmen

Giordano Bruno (1548 — Roma, 17 de fevereiro de 1600) foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira, pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício), por heresia.
É também referido como Bruno de Nola ou Nolano.

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